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Especialidade

DTM: O que é Disfunção Temporomandibular e Como a Fisioterapia Trata

Dr. Aroldo Aguiar — Fisioterapeuta · 24 de março de 2025 · 6 min de leitura
Dr. Aroldo Aguiar — especialista em DTM e dores cervicais na Matão Clínicas

O que é a DTM?

A Disfunção Temporomandibular (DTM) é um conjunto de condições que afetam a articulação temporomandibular (ATM) — a articulação que conecta o maxilar inferior (mandíbula) ao osso temporal do crânio — e os músculos mastigatórios ao redor.

A DTM é considerada uma das causas mais comuns de dor orofacial e afeta cerca de 30% da população em algum momento da vida, sendo mais prevalente em mulheres entre 20 e 45 anos. Apesar disso, é frequentemente subdiagnosticada ou tratada de forma incompleta por falta de abordagem multidisciplinar.

Principais sintomas da DTM

Os sintomas variam em intensidade e podem ser intermitentes ou constantes:

  • Dor ou desconforto na mandíbula, especialmente ao mastigar, bocejando ou abrindo muito a boca
  • Estalos, rangidos ou crepitação na articulação ao abrir ou fechar a boca
  • Dificuldade para abrir a boca completamente (abertura menor que 40mm)
  • Trava mandibular — a mandíbula "trava" aberta ou fechada
  • Dor irradiada para ouvidos, têmporas e região cervical
  • Cefaleia frequente, especialmente matinal
  • Bruxismo — ranger ou apertar os dentes, principalmente durante o sono
  • Zumbido nos ouvidos (tinnitus) e sensação de ouvido "tapado"

Causas e fatores de risco

As causas da DTM são multifatoriais. Na maioria dos casos, mais de um fator contribui para o desenvolvimento do quadro:

  • Bruxismo e apertamento dentário — sobrecarga mecânica crônica na ATM e nos músculos mastigatórios
  • Estresse emocional e ansiedade — elevam a tensão muscular, especialmente no masseter e temporal
  • Má oclusão dentária — desequilíbrio na mordida que sobrecarrega a ATM de forma assimétrica
  • Trauma direto na mandíbula ou crânio
  • Postura cervical inadequada — existe relação direta entre postura de cabeça anteriorizada e sobrecarga na ATM
  • Artrite da ATM — processos degenerativos ou inflamatórios da própria articulação
"Em 80% dos pacientes com DTM que avaliamos, encontramos disfunção cervical associada. A ATM e a coluna cervical compartilham inervação e funcionam como um sistema integrado — tratar um sem o outro compromete os resultados."

— Dr. Aroldo Aguiar, Especialista em DTM e Disfunções Cervicais

O papel da fisioterapia no tratamento da DTM

A fisioterapia é componente fundamental no tratamento multidisciplinar da DTM, atuando de forma integrada com dentistas e médicos. O fisioterapeuta especializado em DTM aplica:

Terapia manual especializada

Mobilizações intra e extra-orais da ATM para restaurar a mobilidade normal da mandíbula, reduzir dor e reposicionar o disco articular quando necessário. Técnicas de liberação miofascial nos músculos masseter, temporal e pterigóideos medial e lateral.

Agulhamento seco (dry needling)

Técnica de agulhamento em pontos-gatilho ativos nos músculos mastigatórios e cervicais. Promove relaxamento imediato do músculo, redução da dor referida e melhora da amplitude de abertura bucal.

Tratamento cervical associado

Como a DTM e a coluna cervical são funcionalmente interdependentes, o tratamento das vértebras cervicais superiores (C0-C1-C2-C3) é parte essencial do protocolo. Mobilizações cervicais reduzem a dor orofacial por mecanismos neurológicos compartilhados.

Exercícios terapêuticos

Exercícios de controle motor mandibular, fortalecimento dos músculos estabilizadores da ATM e reeducação do padrão de abertura da boca para eliminar desvios e compensações.

Vive com dor na mandíbula ou estalos na ATM?

O Dr. Aroldo Aguiar é especialista em DTM e dores cervicais. Agende sua avaliação na Matão Clínicas.

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DTM tem cura?

Sim — a grande maioria dos casos de DTM responde muito bem ao tratamento conservador. Estudos mostram que 80 a 90% dos pacientes obtêm melhora significativa com fisioterapia associada ao uso de placa miorrelaxante (prescrita pelo dentista) e manejo do estresse.

O diagnóstico precoce é determinante: quanto antes o tratamento é iniciado, mais rápida e duradoura é a recuperação. Se você reconheceu algum dos sintomas descritos neste artigo, não adie a avaliação.